segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Ninar é Acordar



Desculpe-me seu Aurélio; mas, Ninar não é colocar para dormir. É justamente o contrário, é acordar. Acordar bem pelo Baixo, dedilhando a melodia de sermos todos e ninguém. Ninar também é o timbre das baquetas, em sons que nos acordam para a vida... para tudo que realmente importa. Ninar também é teclar, arranjar entre preto e branco todos os infinitos matizes do sofá que acalma meu corpo e libera minha alma. Ninar é acordar, com agudos trompetes, a lua cheia que aparece preguiçosa.
Seu Aurélio, Ninar é vencer o cotidiano, é vencer as mesmices pecuniárias e re-encantar o mundo. Ninar, seu Aurélio, é lembrar que a vida pode ser mágica. Seu Aurélio, Ninar é blues, é toque, é pele, é beijo, é olhar apaixonado... Ninar é re-inventar a vida, é Acordar... acordemos...

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