sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Dicionário: paz

a menina que no alto dos seus 6 anos de idade, pula solitariamente o elástico esticado entre duas cadeiras, numa tarde de segunda-feira nas margens do Rio Trombetas, em Oriximiná.

domingo, 2 de novembro de 2008

Banquete do Amor



Não sou nenhum conhecedor de cinema. Não sei nome de diretores, não assisti a maioria dos clássicos... não tenho a menor idéia das grandes atrizes americanas dos anos 50 e conto nos dedos da mão direita os filmes iranianos que assisti. Mesmo assim, mesmo sendo um semi-alfabetizado cinéfilo, gostaria de sugerir um filme: o título em português é “Banquete do Amor”. Não é um filme belo, é mais... é um filme que nos tira da superfície da vida e nos mostra o fundo do mar... é um filme que nos afoga. Nos mostra um amor divino, e por ser divino é um amor humano. Não um amor com começo e fim, não um amor sofrido, não um amor alegre... apenas um amor, um amor que traz “sentido para esse sonho louco”, um amor feito de decepções, mentiras... mas, acima de tudo um amor incansável, que não desiste de se fazer presente no inesperado, um amor que nos espreita a cada esquina da vida, um amor de homem-mulher, de pai-filho... um amor de vida. O filme realmente é um “Banquete”, um convite para nos despregarmos da mesquinhez. Uma festa onde o Nós é servido na bandeja, e o Eu – mesmo que por um único instante – vai para a lata de lixo. Um filme que choramos pela beleza, tristeza e força do amor... choramos por todos nós, pelo amor perdido, pelo amor vivido e pelo amor desconhecido... choramos por todos os amores do mundo... porque assim confirmamos nossa “imagem e semelhança de Deus”... o Banquete está servido, nos afoguemos no prato principal...