De tudo que tenho, pouco aproveito,
Olho para o Amanhã querendo mais... mais para não aproveitar,
Sempre querer, eis uma vocação menos nobre e um tanto necessária.
domingo, 1 de novembro de 2009
domingo, 7 de junho de 2009
lembranças de janela
Do alto avistava as luzes que tanto iluminaram sua memória. Estavam dispostas em fileiras intermináveis de janelas de prédios, entrecortadas por hiatos de horizontes. Da boca ruminava silenciosamente nomes no tempo perdido. Mordia com avareza a maçã do passado. Nos ouvidos entravam murmúrios, som amontoados uns nos outros formando uma orquestra inteligível. Na pele o frio. O corpo espremido pelo tempo, lentamente tocava o medo de se perder, e era invadido pela vontade absurda de saber onde começava e onde terminava. As palavras são as migalhas de João e Maria, que conduzem do ontem até o hoje.
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